sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Exercícios – revisão 2

I - Observe a gravura, leia o texto e responda

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/20/Battle_Spanish_Otomies_Metztitlan.jpg

Ao longo do caminho, desde o desembarque até chegarem a capital do império indígena, os espanhóis foram observados por milhares de guerreiros indígenas armados. Não conseguiram compreender porque não atacavam.
1) Quais eram os principais impérios indígenas na América na época da chegada dos espanhóis?
R: O Império Azteca (região do Planalto Mexicano) e o Império Inca ou Quéchua (região dos Andes, na América do Sul).                                                                                                                                   
2) Aponte uma motivação cultural indígena que explique a reação descrita.
R: Os nativos confundiram os comandantes das tropas espanholas com um personagem lendário que eles consideravam ser seu deus civilizador.               
3) Qual foi a maior motivação econômica para os espanhóis conquistarem e explorarem os impérios Asteca e Inca?
R: As notícias de grandes ocorrências de metais preciosos, sobretudo no México e no Peru.
4) Quais foram os comandantes das conquistas espanholas nos maiores impérios indígenas da América?
R: O comandante espanhol na conquista do Império Asteca foi Hernán Cortez, enquanto o líder da conquista do Império do Inca foi Francisco Pizarro.
5) Identifique vantagens espanholas na conquista dos impérios indígenas da América.
R: O uso dos cavalos no combate, desconhecidos pelos indígenas, as armas de fogo, armaduras metálicas, espadas e demais armas de ferro.                      
6) Aponte formas, usadas pelos europeus, para a eliminação dos indígenas que não sejam militares
R: As doenças trazidas da Europa, desconhecidas pelos índios; a superexploração da mão de obra indígena (mineração e plantações); a desorganização econômica e social das comunidades indígenas.                  
7) O que os portugueses avaliavam do Brasil na época que antecede ao início da colonização?
R: Avaliavam que o país não apresentava atrativos comerciais; não mostrava sociedades que produzissem artigos atraentes aos europeus; não mostravam, de imediato, metais preciosos ou especiarias.
8) Os europeus exploravam pau brasil com ajuda dos indígenas.
(a) Qual é a denominação dessa relação de troca?
R: Essa relação de troca é chamada de “ESCAMBO”.                                   
(b) Explique o funcionamento da relação de troca entre portugueses e indígenas para obter pau brasil.
R: O escambo era baseado na troca de produtos de baixo valor na Europa, mas que eram desconhecidos pelas sociedades indígenas (bugigangas como espelhinhos, canivetes, machadinhas de ferro, facões, contas de vido, adornos coloridos, etc.) pela extração, feita pelos índios, do pau brasil.                    
9) O contato dos portugueses com os nativos encontrados no Brasil algumas realidades importantes.
(a) Qual era o objetivo português em relação à religião e aos costumes indígenas?
R: O objetivo religioso era a catequese dos nativos (conversão para o catolicismo).
(b) Como podemos explicar a surpresa em relação à cultura e à aparência física dos índios?
R: Resulta do etnocentrismo europeu (crença em que todos os povos devem seguir aos padrões culturais e físicos comuns na Europa).
10) Apresente situações práticas que comprovem que as relações entre portugueses e índios não apontam para a dita democracia racial.
R: As relações frequentemente eram violentas, com guerras pelo domínio das terras; era comum o emprego do indígena como mão de obra escrava; os nativos eram tratados como inferiores ou como animais selvagens; a cultura, religião e organização social dos povos indígenas não eram reconhecidas pelos portugueses.
 


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Memórias Dispersas

Este é o título do livro que estarei lançando.
São 29 contos, histórias curtas. Apenas ficção (coisas criadas por mim). No momento em que escrevo literatura de ficção invento uma realidade que não é histórica. As coisas que estão nos textos nunca aconteceram, mas bem que poderiam ter ocorrido.
Talvez tenham acontecido e eu apenas traduzi os acontecimentos de outra dimensão, de um universo paralelo.
Será?


Não importa. O que vale é que estarei na Livraria Cultura, no dia 5 de abril.
Veja o cartaz.

Estou muito contente com esse livro. Mas, se você aparecer lá, ficarei feliz mesmo.

Vale avisar que a livraria Cultura é muito grande e cheia de coisas interessantes, além dos livros.

Se você não puder comparecer, não se aborreça. Estamos organizando um evento de lançamento no Colégio também. Aguarde, depois falaremos sobre isso.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

História - Exercícios de revisão (com respostas)




1) Ao final da Idade Média a Europa viveu mudanças na população que animaram os processos econômicos que se iniciavam.
Apresente essas mudanças ocorridas na população.
R: Crescimento populacional acelerado, êxodo rural e urbanização.
2) Entre os séculos XIII e XV várias cidades foram ampliadas e ganharam novas muralhas ao redor. Algumas chagaram a construir quatro muros.
(a)  Qual era a função original dos muros?
R: Proteção. Resistência militar contra os frequentes ataques de povos invasores.
(b) Qual foi a função que passou a ter devido as mudanças econômicas?
R: O crescimento do comércio e da produção de manufaturas, levaram à formação de guildas e de corporações de ofícios, que atuavam dentro dos muros. Passou, portanto, a ser um limite para impedir a atuação das burguesias de cidades concorrentes.
3)  "Foi de vital importância o fato de que, a partir do século XII, nobres e burgueses passaram a morar na parte cercada pelas muralhas das cidades. Os interesses e prazeres das duas classes tornaram-se assim semelhantes..." (Jacob Burckhardt, 1860).
Sobre esse fenômeno, pode-se afirmar que:
(a) ocorreu em todos os lugares da Europa onde se desenvolveram cidades, pondo fim à dominação social da nobreza.
(b) ocorreu em todas as cidades marítimas, de Lisboa a Hamburgo, passando pela Itália do Norte e Flandres.
(c) foi interrompido pela nobreza, a partir da crise do século XIV, depois de ter se desenvolvido na Baixa Idade Média.
(d) marcou as mais importantes cidades italianas, constituindo-se num dos fatores sociais do Renascimento.

4) A política econômica do mercantilismo caracterizou-se por três elementos básicos, a saber: balança de comércio favorável, protecionismo e monopólio.
Explique de que modo o protecionismo e o monopólio concorriam para manter a balança de comércio favorável.
R: o rei criava barreiras e impostos para atrapalhar a entrada de produtos estrangeiros em seu reino e incentivava as exportações. A tentativa era de manter o valor das mercadorias exportadas maior do que o valor das importações (saldo positivo ou balança comercial favorável). O monopólio era uma concessão do rei a um comerciante que passava a ter exclusividade no comércio de um determinado tipo de produto ou de uma região, o que era mais facilmente fiscalizado pelas autoridades do Estado.
5) As práticas mercantilistas nas sociedades da Europa Ocidental assumiram características diferenciadas ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII. Assinale a única opção que NÃO associa corretamente as características mais importantes do mercantilismo ao século e à sociedade em que cada uma delas veio a predominar.
Características do mercantilismo nos séculos XVI, XVII e XVIII.
(a) O entesouramento dos metais preciosos (bulionismo). Espanha 
(b) O estímulo às exportações e o controle das importações (aplicação do princípio da balança comercial).  Inglaterra
(c) A política protecionista e manufatureira, aliada ao estímulo à construção naval e à aplicação de uma legislação tarifária (colbertismo).  França 
(era especializado na produção de artigos de luxo) (d) O monopólio comercial, concretizado na prática do exclusivo colonial.  Portugal
(e) O controle das cartas de corso e da pirataria no Atlântico Sul, estimulando a indústria naval e consagrando a expressão carreteiros do mar.   Holanda
(a atividade de corso era praticada também por navegadores franceses e ingleses)
6) Os primitivos habitantes do Brasil foram vítimas do processo colonizador. O europeu, com visão de mundo calcada em preconceitos, menosprezou o indígena e sua cultura. A acreditar nos viajantes e missionários, a partir de meados do século XVI, há um decréscimo da população indígena, que se agrava nos séculos seguintes. Os fatores que mais contribuíram para o citado decréscimo foram:
(a) a captura e a venda do índio para o trabalho nas minas de prata do Potosí.
(b) as guerras permanentes entre as tribos indígenas e entre índios e brancos.
(c) as missões jesuíticas do vale amazônico e a exploração do trabalho indígena na extração da borracha.
(d) as epidemias introduzidas pelo invasor europeu e a escravidão dos índios.

7) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) as distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígines e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor."

(Stuart B. Schwartz, Segredos internos.)
A partir do texto pode-se concluir que:
(a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial.
(b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade europeia nos séculos XV e XVI.
(c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial.
(d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade.
(e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII.

8) Em 1534, o governo português concluiu que a única forma de ocupação do Brasil seria através da colonização. Era necessário colonizar, simultaneamente, todo o extenso território brasileiro.
Essa colonização dirigida pelo governo português se deu através da:
(a) criação da Companhia Geral do Comércio do Estado do Brasil.
(b) criação do sistema de governo-geral e câmaras municipais.
(c) criação das capitanias hereditárias.
(d) montagem do sistema colonial.
(e) criação e distribuição das sesmarias.

9) Assinale a opção que caracteriza a economia colonial estruturada como desdobramento da expansão mercantil europeia da época moderna.
(a) A descoberta de ouro no final do século XVII aumentou a renda colonial, favorecendo o rompimento dos monopólios que regulavam a relação com a metrópole.
(b) O caráter exportador da economia colonial foi lentamente alterado pelo crescimento dos setores de subsistência, que disputavam as terras e os escravos disponíveis para a produção.
(c) A lavoura de produtos tropicais e as atividades extrativas foram organizadas para atender aos interesses da política mercantilista europeia.
(d) A implantação da empresa agrícola representou o aproveitamento, na América, da experiência anterior dos portugueses nas suas colônias orientais.
(e) A produção de abastecimento e o comércio interno foram os principais mecanismos de acumulação da economia colonial.

10) O escravo no Brasil é geralmente representado como dócil, dominado pela força e submisso ao senhor. Porém, muitos historiadores mostram a importância da resistência dos escravos aos senhores e o medo que os senhores sentiram diante dos quilombos, insurreições, revoltas, atentados e fugas de escravos.
(a) Descreva o que eram os quilombos.
R: Eram focos de resistência dos negros que fugiam da escravidão e criavam aldeias fortificadas para lutar contra as tentativas de reconduzí-los à condição de escravos.
(b) Por que a metrópole portuguesa e os senhores combateram os quilombos, as revoltas, os atentados e as fugas de escravos no período colonial brasileiro?

R: Para manter o controle sobre a sociedade e sobre a economia que estavam baseados no trabalho escravo dos africanos trazidos para a América.